Símbolos da Páscoa III – Agrupamento de Escolas de Tábua.

História dos ovos de Páscoa

O oferecer ovos na Páscoa é um acto que vem da origem do termo Páscoa, que é o nome da Deusa Easter, divindade ligada à natureza, à Primavera e à fertilidade. O ovo sempre simbolizou a fertilidade, fecundidade, no fundo, a criação.

Como tal, se antes da Cristandade as ofertas de ovos simbolizava a festa da fertilidade, trazida pela Primavera, depois de Cristo, os ovos simbolizam a sua ressurreição.


A tradição de embelezar os ovos dados na Páscoa, ou, neste caso, na Festa da Primavera, vem da China, do trabalho minucioso e paciente dos chineses. Estes, embrulhavam ovos naturais em cascas de cebola e cozinhavam-nos com beterraba.


Ao retirá-los do fogo, os ovos ficavam com desenhos mosqueteados na casca. Este costume rapidamente chegou ao Egipto, os quais também começaram a oferecer ovos coloridos e desenhados, por altura da Festa da Primavera. Depois da ressurreição de Cristo, os cristão adoptaram este hábito, tornando-se apenas oficializado pela igreja, no séc. XVIII.


A importância dada ao ovo, tem a ver com a sua simbologia, ligada à criação, fertilidade, origem de vida e fecundidade. Gregos, Fenícios, Tibetanos, Indianos, Vietnamitas, Chineses, Japoneses, Siberianos e Indonésios, têm em comum a lenda, de que o mundo surgiu de um ovo cósmico que se subdividiu em dois, formando o Céu e a Terra.

Sempre ligado à criação, a história do Hawai conta o mito de que esta ilha foi originada a partir de um ovo, posto nas águas por um pássaro gigante. Mitos Anglo-Saxónicos dão ao ovo a razão da criação do Mundo: da gema nasceu o globo terrestre, da clara, o firmamento e a atmosfera e, da casca, a esfera celeste e os astros.


Desde cedo que se ligou o ovo, à criação da Terra, Homem e estrelas. Na Austrália reza a lenda que a Terra encontrava-se na escuridão absoluta até um homem lançar um ovo no espaço que se transformou em Sol. É comum encontrar-se em documentos antiquíssimos que o primeiro homem adveio de um ovo, ou que de um ovo nasceu Eros, o Deus do Amor, ou dizer-se que os heróis nascem de ovos, ao invés de nascerem de parto.


Assim, se destacarmos na história, a simbologia do ovo, do sol e da água, teremos três dos principais elementos formuladores de lendas. O ovo simboliza o embrião do mundo e da vida, o sol, a vitória da luz sobre as sombras e, por sua vez, a água simboliza o meio primordial de fertilidade.



Do ovo nasceu o mundo, a Terra, os seres, o sol (ovo celeste de ouro) e a lua (ovo celeste de prata).No Cristianismo está também presente a simbologia dos ovos. Simão, o homem que ajudou Cristo a suportar a cruz até ao Calvário, diz-se que era um mercador de ovos.

Para além disso, a Páscoa é marcada pela oferta de ovos coloridos que, na sua maioria são de chocolate. No entanto, apesar de hoje, estas ofertas serem mais dirigidas para as crianças, estas só começaram a receber estas lembranças de Páscoa no séc XV, na Alsácia, que a partir deste local, se espalhou pelo mundo fora.

Os ovos de chocolate só surgem no séc. XVII, com o início do desenvolvimento da Indústria do chocolate. Esta, foi uma das razões para que ocorresse a substituição de ovos naturais, pelos de chocolate.


Na Alemanha, pela Páscoa é ainda hoje hábito, esconderem os ovos para que os filhos ou afilhados os procurem entre o jardim. Os adultos dizem às crianças que foi o coelho da Páscoa que os escondeu, para que as crianças se possam divertir e descobrir, os ovos. A questão que ocorre muitas vezes na Páscoa é a razão de ser um coelho a distribuir os ovos da Páscoa, ao invés de uma galinha. Pois bem, mais uma vez remontando ao culto de Easter, a deusa da Primavera, o seu atributo era uma lebre que, ao longo do tempo, se foi confundindo com o coelho.


Na Alemanha, em Herrnhut, existe outra crença relacionada com a Páscoa. Conta-se que no Domingo de Páscoa, o sol dança em celebração da Primavera e da ressurreição de Cristo. Esta lenda data de 1732 e ainda hoje na Alemanha, há o culto de ver o sol nascer, neste dia.


A Páscoa é assim um resultados de crenças e hábitos que o tempo se encarregou de misturar e adaptar consoante a época, ou religião.

O que permanece inalterável é que a Páscoa é um momento de alegria e comunhão com a família e com a natureza, é um tempo de festa.

(in Mulher Portuguesa 23 da Abril 2000)

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