Os símbolos da Páscoa – Parte 1.

A Vela:

Representa o Cristo Ressucitado, que venceu as trevas da morte e reaparece , em espírito luminoso, grande e vitorioso. Na vela da Páscoa, também chamada de Círio Pascal, estão impressas as letras gregas Α (alfa), a primeira letra do alfabeto, o princípio de todas as coisas, a origem essencial da linguagem e da vida e o  Ω (ômega), a última letra do alfabeto, o fim de todas as coisas, o silêncio e a morte do corpo. Alguns algarismos romanos também podem  aparecer gravados na vela, acompanhados da pintura ou da incrustração de signos religiosos, sobretudo relativos à vida do Cristo e os passos de sua paixão.

É possível acender o Círio  na noite de Natal, para comemorar o nascimento de Jesus; no dia 25 de março, para celebrar a anunciação do anjo à Maria, ou, segundo alguns, a data oficial da morte do Cristo por crucificação; e no domingo de Páscoa, para reflexão sobre o significado da ressurreição, para a renovação da fé e para a percepção de que, embora o corpo morra, o espírito humano tenta ser  eterno.

O trigo e as uvas

Simbolizam as sementes originais do pão e do vinho, alimentos da Santa Ceia, última refeição de Cristo junto a seus amigos apóstolos. Por sua relação com a Santíssima Trindade, são os elementos fundamentais da ornamentação da mesa pascal. O pão representa o corpo de Cristo, sua existência material e sua dedicação para a superação da fome e da miséria dos povos; as uvas representam a matéria do vinho, sangue de Cristo, derramado para o perdão dos pecados da humanidade. O vinho representa ainda a possibilidade da perda de uma identidade individual para a experiência da vida comunitária, o afastamento do mundo material para a experimentação da elevação no mundo espiritual. O vinho possibilita a comunhão com  o próximo e a troca essencial de papéis sociais, para a percepção da realidade do outro.

(Para ser sagrado tem que ser bebido com moderação…)

Os sinos

Representam os Cânticos de Aleluia, as  alegrias da ressurreição. Anunciam a renovação da fé, do espírito, a alegria sutil da alma, os sons do coração.O dobrar dos sinos evoca  os hinos de louvor e libertação. São, também, uma medida do passar do tempo e da fragilidade da vida humana  face à atemporalidade do espírito. Propagam com seus  sons o evangelho, a boa nova,  como diapasões da fé e do amor.

O peixe

É o mais antigo símbolo cristão, ou do Cristianismo. Significa, originalmente,  a presença do sagrado e, pela capacidade reprodutiva da espécie, a propagação dos evangelhos, da fé e  o fim da fome no mundo. É também a marca do que deve ser protegido por ser sagrado, amoroso, intocável e indestrutível, pois  fruto da alma e não do corpo.

Muito antes da cruz surgir como símbolo, o peixe representava a presença de  Deus, o que era sagrado e abençoado, e não poderia ser destruído pelo homem , sua sede de vingança, sua ganância ou desamor.

Quando Maria Madalena é apedrejada, Jesus desenha o peixe e o arco limítrofe no chão aos pés dela, e desafia aos que nunca cometeram pecado a atirarem a primeira pedra sobre uma das criações divinas.

É  a marca original dos túmulos ,  dos lugares sagrados e aparece em quase todos os locais e paramentos religiosos.


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Na  palavra  ΙΧΘΥΣ (ictios),que em grego significa peixe, as primeiras letras indicam a expressão “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”, usado nos momentos de perseguição para identificar os cristãos.


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